Cuidar das estradas é preservar vidas

Atualizado em 27/03/2018 12h56


Cuidar das estradas é preservar vidas

Recentemente a Confederação Nacional de Transporte (CNT) divulgou a 21ª edição da Pesquisa de Rodovias, que faz um panorama da malha rodoviária brasileira e, por mais um ano, o estado de São Paulo foi destaque, tendo 77,8% de sua extensão rodoviária considerada ótima ou boa.

 

Isso é resultado do constante investimento do governo estadual em infraestrutura, que nem a crise econômica fez parar, e do eficiente trabalho das concessões, que vem garantindo mais qualidade e segurança nas estradas paulistas.

 

As boas condições das rodovias ajudam, mas infelizmente não reduzem por si só os acidentes fatais no trânsito. Os números ainda são alarmantes! Segundo o Infosiga SP, só no primeiro semestre de 2017, foram registrados 896 óbitos nas estradas do estado de São Paulo.

 

É papel do Estado estar sempre vigilante às necessidades e vulnerabilidades da população e não se conformar em fazer apenas o feijão com arroz, especialmente com dados tão preocupantes como esses. Foi aí que o Governo de São Paulo, numa parceria com representantes da sociedade civil, criou o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, que visa reduzir pela metade o número de vítimas fatais até 2020.

 

Para enfrentar esse desafio, a iniciativa conta com importantes parcerias, como a do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), de concessionárias e municípios -- esse último por meio de convênios. São 67 cidades que correspondem a 71% da população do estado e que receberão um total de R$ 110,5 milhões provenientes de multas aplicadas pelo Detran.SP para obras e ações de educação no trânsito.

 

O modelo tem sido bastante elogiado e já está sendo difundido, inclusive, no Distrito Federal pelo governador Rodrigo Rollemberg, o que só comprova a sua eficiência.

 

Num país em que se morre mais no trânsito do que por doenças, iniciativas como essa, que unem poder público e sociedade civil, são genuinamente preservadoras e valorizadoras da vida.