São Paulo e o foco no cidadão

Atualizado em 19/12/2019 17h27


São Paulo e o foco no cidadão

O IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social), criado para medir o desenvolvimento humano no Estado de São Paulo, chega a sua 10ª edição com a projeção de um futuro animador. Para a próxima década (2020/2030), a expectativa é que não haja mais municípios enquadrados no grupo “Vulneráveis”, ou seja, aqueles com baixa riqueza, baixa longevidade e baixa escolaridade.

Somente no último ano, por exemplo, 16 municípios deixaram o grupo, que agora conta com apenas 61 nomes. Mantendo a velocidade e os investimentos nas áreas sociais e econômicas, essas cidades poderão emergir a outros grupos (Transição, Equitativos, Desiguais e Dinâmicos), onde os níveis de riqueza, longevidade e escolaridade podem variar entre alto, médio e baixo.

A forte atuação do Estado, dos deputados, prefeitos e vereadores, pode, inclusive, tornar essa projeção uma realidade bem antes do prazo. E as ações já começaram. Em outubro, o governador João Doria implantou o programa Vale do Futuro, que prevê R$ 2 bilhões em investimentos públicos e privados até 2022 nos municípios da região do Vale do Ribeira, onde se concentra a maior parte dos Vulneráveis.

Neste ano, por exemplo, no meu mandato, liberei emendas e conquistei recursos junto ao governo estadual para investimentos em Miracatu, Peruíbe, Cunha, Francisco Morato e Laranjal Paulista - municípios classificados no grupo de Vulneráveis e que precisam de auxílio para políticas de desenvolvimento nas dimensões de riqueza, educação e longevidade.

A melhoria social e econômica desses municípios pode ainda cessar o aumento da migração da população para regiões mais desenvolvidas do Estado, ocasionando outros problemas como elevação do trânsito e dificuldades de locomoção, deficit habitacional, filas para atendimento de saúde, entre outros. Os municípios do grupo Vulnerável concentram apenas 5% (2 milhões de pessoas) da população estadual.

Já na região metropolitana de Campinas, a realidade dos municípios é outra. A maioria está classificado como “Dinâmico”, ou seja, de alta riqueza e média ou alta longevidade e escolaridade. A região é uma das mais desenvolvidas do Estado. O desafio, neste caso, é se manter nesse grau de desenvolvimento. Os investimentos precisam ser certeiros e é por isso que não deixamos de apoiar as ações.

Em 2019, liberamos recursos e convênios para diversas cidades (Americana, Campinas, Hortolândia, Nova Odessa, Holambra, Santo Antônio de Posse, Monte Mor, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré, Valinhos, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, entre outras) e apoiamos prefeitos e vereadores em projetos e programas que possam trazer esperança para a população.

Com essas ações, São Paulo mantém o foco no cidadão, na busca de uma sociedade mais justa e igualitária, com mais desenvolvimento, educação, emprego, saúde e justiça. Por isso o trabalho é constante e não pode parar. Não há espaço para aventuras ou aventureiros. O desenvolvimento humano passa pela democracia e apenas nela é possível lutar por mais conquistas e direitos.