Prefeitura passa a comandar creche da Assembleia Legislativa

Atualizado em 03/03/2021 17h50


Prefeitura passa a comandar creche da Assembleia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Cauê Macris, firmou nesta quarta-feira (3) um convênio inédito com a Prefeitura de São Paulo para a cessão da creche instalada no local.

A unidade tem capacidade para receber até 120 crianças de zero a quatro anos, e poderá receber filhos de servidores, prestadores de serviço da Alesp e de moradores da região.

O convênio foi autorizado pela Mesa Diretora, composta por Cauê e pelos deputados Enio Tatto (1º secretário) e Milton Leite (2º secretário), e tem validade mínima de cinco anos. Participaram da cerimônia o secretário Municipal da Educação, Fernando Padula, e a deputada Marina Helou.

Para Cauê, o convênio reforça o compromisso da Assembleia com o desenvolvimento das crianças. “Temos um bom espaço e encontramos uma ótima oportunidade para disponibilizá-lo à população. É assim que o poder público deve funcionar: a serviço da população, principalmente de quem mais precisa.”

No ano passado, a Alesp aderiu ao Pacto Nacional pela Primeira Infância, que permite que o Parlamento desenvolva ações e discussões para a promoção do bem-estar dos pequenos.

O convênio permite que a Assembleia ceda o espaço e todos os equipamentos à prefeitura sem custo algum. Já o município ficará responsável por toda a gestão e manutenção do imóvel.

A creche conta com seis salas de atendimento, três parques recreativos, salas para ambulatório e amamentação, despensas, cozinha, banheiro e vestiário. A unidade tem entrada própria, separada dos demais acessos ao Parlamento.

A prefeitura ficará totalmente responsável por eventuais adequações no prédio. O governo municipal também vai disponibilizar os funcionários necessários à operação da nova unidade de ensino.

A unidade vai acolher os pequenos no espaço onde ficava a creche da Alesp, que atendia exclusivamente filhos de servidores até 2019. Porém, em função da baixa demanda, a unidade foi desativada.

Naquele ano, por exemplo, havia na creche apenas oito crianças, número menor do que o de servidores da Alesp que trabalhavam lá - nove.

Em função da baixa procura, o custo total por criança ficava em torno de R$ 19 mil por mês (a Alesp já mantém um auxílio-creche para servidores que precisam pagar a escola para filhos de até 4 anos, no valor de até R$ 567 mensais).